“Parece que Estou Sempre Errado”
R$ 9,99
/https%3A%2F%2Fstorage.googleapis.com%2Finfinitepay-production.appspot.com%2Flvlwoyw91y1nwp5j8y5craexc5s1%3FGoogleAccessId%3Dinvoice-downloader-production%2540infinitepay-production.iam.gserviceaccount.com%26Expires%3D1778666421%26Signature%3Dcti09y0YeFZi7ERiVyy3endXDePuhHgcGvg5ouAx92niQk2r0PU6S1kJ3%252FCSHOWxuHk4jKifKPzc%252BeVukj%252BmObWX8Tfl1PlHlFa%252BJ3r1y6gFo4H4aiSkacLEocv%252BnaJN7LOS7vV%252FOuFjQAC%252FvcQgkYaiYh5tIW0a06yc%252BQ9Qx9F1S9VxwJ%252FHO%252BHu%252BOP%252Bhbu9VjxG2Zd5A1Rurx1WEssgkywYfAW7kpwEBTbzQ8lyYrSUQoEVr3qojhrPb9SGvFjN7YWCOeChmC4Xho32r%252Fo6k6blN1O3rQYPvjEtyJWz1EA38lQ3LVYoHegaESXUyeWMJTINufBCKzQJ1pyIAsbDmw%253D%253D%26response-content-disposition%3Dinline%253B%2Bfilename%253D%2522scaled_1000133716.jpg%2522%253B%2Bfilename%252A%253DUTF-8%2527%2527scaled_1000133716.jpg%26response-content-type%3Dimage%252Fjpeg)
/https%3A%2F%2Fstorage.googleapis.com%2Finfinitepay-production.appspot.com%2Flvlwoyw91y1nwp5j8y5craexc5s1%3FGoogleAccessId%3Dinvoice-downloader-production%2540infinitepay-production.iam.gserviceaccount.com%26Expires%3D1778666421%26Signature%3Dcti09y0YeFZi7ERiVyy3endXDePuhHgcGvg5ouAx92niQk2r0PU6S1kJ3%252FCSHOWxuHk4jKifKPzc%252BeVukj%252BmObWX8Tfl1PlHlFa%252BJ3r1y6gFo4H4aiSkacLEocv%252BnaJN7LOS7vV%252FOuFjQAC%252FvcQgkYaiYh5tIW0a06yc%252BQ9Qx9F1S9VxwJ%252FHO%252BHu%252BOP%252Bhbu9VjxG2Zd5A1Rurx1WEssgkywYfAW7kpwEBTbzQ8lyYrSUQoEVr3qojhrPb9SGvFjN7YWCOeChmC4Xho32r%252Fo6k6blN1O3rQYPvjEtyJWz1EA38lQ3LVYoHegaESXUyeWMJTINufBCKzQJ1pyIAsbDmw%253D%253D%26response-content-disposition%3Dinline%253B%2Bfilename%253D%2522scaled_1000133716.jpg%2522%253B%2Bfilename%252A%253DUTF-8%2527%2527scaled_1000133716.jpg%26response-content-type%3Dimage%252Fjpeg)
R$ 9,99
Quantidade
Como o tempo atua na construção e reconstrução do sujeito O tempo não é apenas uma medida. Ele é uma experiência. Duas pessoas podem viver o mesmo período de forma completamente diferente. Para uma, passa rápido. Para outra, se arrasta. Para uma, há progresso. Para outra, sensação de estagnação. Isso acontece porque existe uma diferença entre tempo real e tempo vivido. O tempo real é objetivo, mensurável. Horas, dias, anos. Ele segue independente do que sentimos. Já o tempo vivido é subjetivo. Ele depende da forma como percebemos, interpretamos e nos relacionamos com o que acontece. E é nesse ponto que a questão se torna clínica. Porque o sofrimento não está apenas no tempo que passa, mas na forma como o sujeito se posiciona diante dele. Quando alguém sente que está atrasado, não está falando apenas de calendário. Está falando de comparação, de expectativa, de ideal. Está dizendo, de alguma forma, que existe um tempo “certo” para viver, e que não está conseguindo acompanhá-lo. Essa ideia não nasce do nada. Ela é construída. A partir da cultura, da família, das referências sociais. A partir do que se vê, do que se ouve, do que se espera. Aos poucos, o sujeito internaliza uma linha do tempo: estudar em determinada fase, trabalhar em outra, conquistar, estabilizar, realizar. Quando algo foge dessa sequência, surge a sensação de desvio. E, com ela, a pressão para corrigir. O problema é que essa linha raramente corresponde à realidade. A vida não segue um roteiro fixo. Há interrupções, mudanças, desvios, pausas. E é justamente nesses momentos que o tempo subjetivo se desorganiza. A pessoa não sabe mais se está no caminho, se deveria estar em outro lugar, se está “perdendo tempo”. É aqui que o sofrimento se instala. Este livro propõe olhar para essa construção. Entender como essa relação com o tempo foi formada, como ela se mantém e quais são seus efeitos na vida do sujeito. E, principalmente, abrir espaço para uma reconstrução. Uma forma de viver o tempo que não seja baseada apenas em urgência, comparação ou cobrança